Telefax.:+55 71 3326-9878. cedeca@cedeca.org.br
Rua Conceição da Praia, n 32, Comércio. CEP 40.015-250, Salvador - Bahia - Brasil
Rua Maciel de Baixo, 51 - Pelourinho - CEP 40.026-240 - Salvador - Bahia - Brasil

A Instituição

Quem Somos

O Centro de Defesa da Criança e do Adolescente Yves de Roussan/ CEDECA-Ba é uma organização não-governamental e tem como missão enfrentar todas as formas e manifestações de violência contra crianças e adolescentes, sobretudo contra a vida e a integridade física e psicológica.

Através de seu Programa de Defesa e Promoção dos Direitos de Crianças e Adolescentes , desenvolve mecanismos asseguradores de proteção jurídico-social, de prevenção e de atendimento direto às crianças, adolescentes e seus familiares em situação de violência sexual e homicídios.

O CEDECA-Ba é formado por uma Assembléia de representantes de entidades sociais, da qual se extrai um Conselho de Administração composto por nove sócios, dentre os quais se elege uma diretoria de três membros, para exercer um mandato de dois anos. Para cumprir sua missão, o Centro atua com uma equipe multidisciplinar.

Na Bahia e no Brasil

    * É representante brasileiro do ECPAT, principal organização internacional pelo fim da exploração sexual de crianças e adolescentes;
    * É membro da Organização Mundial Contra a Tortura;
    * Compõe a coordenação colegiada do Comitê Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes e do Comitê Estadual;
    * Coordena as ações de assessoria técnica do Programa de Ações Integradas e Referenciais de Enfrentamento da Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes – PAIR, desenvolvido pelo Governo Federal, em parceria com o POMMAR/USAID, em sete municípios brasileiros;
    * É responsável, desde 2001, pela supervisão, monitoramento e avaliação do Programa Sentinela na Bahia, junto com o Governo do Estado;
    * Autor da proposta de criação do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Infanto-juvenil, 18 de maio.

 
Conheça os prêmios recebidos pelo CEDECA-Ba

  • Prêmio Nacional de Direitos Humanos
  • Em 1996, o Governo Federal concedeu o Prêmio Nacional dos Direitos Humanos ao CEDECA/Ba na categoria organização não-governamental. Criado em 1995, o prêmio é uma honraria concedida anualmente a pessoas e entidades cujos trabalhos em favor dos direitos humanos sejam merecedores de reconhecimento e destaque por toda a sociedade brasileira .
  • Prêmio Criança e Paz - Betinho
  • Em 1998, o CEDECA-Ba ganhou o Prêmio Criança e Paz - Betinho, concedido pelo Unicef, em reconhecimento à sua atuação em defesa dos direitos da criança e do adolescente no Brasil.
  • Top de Marketing
  • A instituição ganhou o Top de Marketing, da ADVB, em 2000, na categoria projeto social, pela publicação “Violência Sexual: a Infância Interrompida”. Com linguagem de marketing, o case mostra o trabalho desenvolvido pelo Centro no enfrentamento do abuso e da exploração sexual.



Assembléia

  • Associação Bebef. Rec. Prot. Pero Vaz
  • Associação Beneficente Educativa Unidos da Fazenda Grande do Retiro
  • ACOPAMEC – Associação das Comunidades Paroquiais de Mata Escura e Calabetão
  • Associação Cultural Bloco Carnavalesco Ilê Aiyê
  • AEEC – Associação de Educadores de Escolas Comunitárias
  • Associação de Moradores da Fazenda Grande I
  • Associação de Moradores do Conjunto Santa Luzia
  • Associação de Moradores da Estrada da COCISA
  • AMPLA – Associação de Moradores de Plataforma
  • CECUP- Centro de Educação e Cultura Popular
  • Centro Projeto Axé
  • Escola Criativa Olodum
  • FABS – Federação de Associações de Bairros de Salvador
  • Fundação José Silveira
  • FISG – Fundação Instituto São Geraldo
  • ION – Instituto de Organizações Neurológico da Bahia
  • MDF – Movimento de Defesa dos Favelados
  • OAB – Ordem dos Advogados do Brasil / Seção Bahia
  • Pastoral do Menor
  • SETCEB – Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas do Estado da Bahia
  • SINDITAXI – Sindicato dos Condutores Autônomos de Táxi de Salvador
  • SINDICAM – Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos da Bahia
  • Sociedade Pestalozzi da Bahia
  • Sociedade 1º de Maio
  • Sociedade de Defesa dos Moradores do Gantois, Ferreira Santos e Adjacências
  • UCSAL – Universidade Católica do Salvador


Conselho de Administração

  • FABS - Federeção de Associações de Bairros de Salvador
  • Ordem dos Advogados – OAB / Secção Bahia
  • UCSAL - Universidade Católica do Salvador
  • JUSPOPULI - Escritório de Direitos Humanos
  • FISG - Fundação Instituto São Geraldo
  • Associação de Moradores do Conjunto Santa Luzia
  • AEEC- Associação de Educadores de Escolas Comunitárias
  • SINDICAM - Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos da Bahia
  • Associação Beneficente Educativa Unidos da Fazenda Grande do Retiro


Diretoria

  • Messias José das Virgens - Presidente do Conselho de Administração
  • Solange Sousa do Espírito Santo - Secretária do Conselho de Administração
  • Waldemar Oliveira - Coordenador Executivo

Equipe Multidisciplinar

Setor Administrativo e Financeiro - adm@cedeca.org.br

  •     Waldemar Almeida de Oliveira - Coordenador Executivo - waldemaroliveira@cedeca.org.br
  •     Luiz Alberto de Sá Barreto - Coordenador Financeiro - financeiro@cedeca.org.br
  •     Fernando Gomes Lopes - Assistente Financeiro - financeiro@cedeca.org.br
  •     Zenilda Carmen Ferrão - Secretária Executiva - zeni@cedeca.org.br
  •     Renato Ferreira F. Filho - Assistente de Informática - renato@cedeca.org.br
  •     Rita de Cássia B. Caldas - Telefonista
  •     George Estefanes J. da Silva - Motorista
  •     Rita de Cássia S. da Paixão - Serviços Gerais


Setor de Formação e Pesquisa - capacitacao@cedeca.org.br

  •     Samantha Xavier Reis - Coordenadora - samanthareis@cedeca.org.br
  •     Luiz Antonio Almeida de Araújo - Pedagogo - luizaraujo@cedeca.org.br


Setor Jurídicojuridico@cedeca.org.br

  •     Homero Carneiro Teixeira Lima - Advogado - homerocarneiro@cedeca.org.br
  •     Maurício Freire Alves - Advogado - mauriciofreire@cedeca.org.br
  •     Hiran Souto Coutinho Júnior - Estagiário
  •     Iris - Estagiária


Setor Psicossocial - psicossocial@cedeca.org.br

  •     Karin Satsuki Lima Koshima - Coordenadora - karinkoshima@cedeca.org.br
  •     Alexandre Weber Santa Rita - Psicólogo
  •     Sandra Yukiko Saita - Psicóloga
  •     Daniele Jane da Silva Oliveira - Assistente Social - danieleoliveira@cedeca.org.br
  •     Nereida Mazza Espirito Santo - Educadora
  •     Josenilda Ferreira Costa - Musicoterapeuta - jocosta@cedeca.org.br
  •     Aline Freire de Carvalho Frey - Estagiária
  •     Maylena Maria Passos Reis - Estagiária

Assessoria de Comunicação Social - comunicacao@cedeca.org.br

  •     Simone Amorim - Jornalista responsável - simone@cedeca.org.br
  •     Bruno Porciuncula - Estagiário de jornalismo - bruno@cedeca.org.br 

História

Fundado em 1991 por 31 entidades sociais de Salvador, e contemporâneo ao Estatuto da Criança e do Adolescente (1990), o Centro nasceu para garantir a proteção integral jurídico-social da população infanto-juvenil, combatendo, principalmente, a violência contra a vida.

Naquela época, começou a ser delineado um movimento para sensibilizar a população, bem como segmentos sociais específicos, como a mídia, em tomo da questão da violência contra a população infanto-juvenil. Antes da articulação e mobilização da sociedade civil, final dos anos 80, as mortes de crianças e adolescentes por grupos de extermínio passavam despercebidas ou eram inseridas na lógica policial que justifica os assassinatos ao criminalizar as vítimas.

A Bahia ocupava o terceiro lugar em número de extermínios, atrás apenas do Rio de Janeiro e São Paulo. 110 meninos haviam sido mortos em 1990 na capital baiana. Número que subiria para 117 no ano seguinte. Diante da omissão da comunidade e da total impunidade desses crimes, a sociedade civil organizada passa a desempenhar papel central na busca de soluções para o problema.

A missão primeira do CEDECA-Ba passa a ser então a quebra da impunidade nos assassinatos de crianças e adolescentes através do oferecimento de advocacia pública criminal às famílias que tiveram seus filhos assassinados por grupos de extermínio. A constatação de que, enquanto os meninos eram assassinados nas ruas da capital baiana, as meninas eram violadas sexualmente, motivou, em 1994, a realização da pesquisa “Meninas de Salvador”. O estudo revelou os sonhos, medos e expectativas de 74 adolescentes exploradas sexualmente. (...)

(...) A partir dessa pesquisa foi possível dar início a uma gama de ações que, desde então, vem desencadeando outras tantas, responsáveis pela consolidação do CEDECA/BA como uma entidade referência no enfrentamento e prevenção ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.

Em 1998, além do atendimento jurídico, a entidade iniciou o atendimento psicoterápico às crianças e adolescentes vítimas de abuso sexual, na tentativa da superação das seqüelas ocasionadas por esse tipo de violência, a partir de um convênio firmado entre o Centro e o Tribunal de Justiça do Estado. Esse trabalho é resultado de um requerimento dos juizes das Varas Criminais Especializadas da Infância e Juventude, que perceberam nas audiências que as vítimas traumatizadas pouco falavam, dificultando a responsabilização dos culpados.

A partir dessa nova linha de ação, foi acrescida às atividades típicas de uma entidade de defesa de direitos – advocacia pública, mobilização social e produção de conteúdos –o atendimento direto às crianças e aos adolescentes vitimizados pela violência sexual.

Em 1995 a Campanha Contra a Exploração Sexual Infanto-Juvenil, promovida em parceria com a Polícia Militar da Bahia e o Unicef, lançada na Bahia, foi adotada pelo Governo Federal e veiculada em todo o território nacional durante seis meses. Campanha de denúncia que contou com artistas reconhecidos pelo público, como Daniela Mercury, Renato Aragão, Caetano Veloso e Gilberto Gil.

Em 1997, em parceria com o Unicef, conseguiu, através do trabalho de advocacy , que o Tribunal de Justiça do Estado da Bahia criasse as primeiras Varas Criminais Especializadas da Infância e Juventude no Brasil. Desse trabalho resultou no ano seguinte a celebração do convênio entre o CEDECA-BA e o Tribunal de Justiça do Estado, além da possibilidade que outras cidades brasileiras, como Fortaleza e Recife, implantassem suas Varas Criminais Especializadas. (...)

(...) Atuando em apenas três anos na área de violência sexual se tornou, em 1997, representante oficial do ECPAT no Brasil, uma organização tailandesa pelo fim do turismo sexual na Ásia que atua em mais de 50 países. Como tal, organizou três grandes encontros nacionais reunindo quase que a totalidade de organizações não-governamentais e governamentais que atuam na prevenção e combate ao abuso e exploração sexual infanto-juvenil no país, de onde saiu a proposta da formulação do Plano Nacional.

Entre 1999 e 2000 sugeriu, articulou e participou da elaboração do Plano Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual de Criança e Adolescente, como também elaborou proposta de criação do 18 de Maio Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e de Adolescentes. Enviada ao Congresso Nacional, a proposta foi transformada em lei.

Todas essas ações desenvolvidas pelo CEDECA/BA legitimaram-no à Coordenação Técnica do Programa Sentinela na Bahia, junto com o Governo do Estado. Em cumprimento ao Plano Nacional no seu eixo de atendimento, em 2001, foi formulado e implantado no Brasil, pela Secretaria Nacional da Assistência Social/ Ministério da Previdência e Assistência Social, o Programa Sentinela.

Como reconhecimento do rabalho desenvolvido, o CEDECA/Ba foi convidado a coordenar tecnicamente o Programa de Ações Integradas e Referenciais de Enfrentamento da Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes, desnvolvido pelo Governo Federal, em parceria com o POMMAR/USAID-PARTNERS. O programa visa diagnosticar a situação da violência sexual infanto-juvenil em sete municípios brasileiros - Pacaraima (Roraima), Rio Branco (Acre), Manaus (Amazonas), Campina Grande (Paraíba), Corumbá (Mato Grosso), São Paulo (São Paulo) e Feira de Santana (Bahia) -, organizar um sistema de informações em cada localidade, promover mecanismos de exigibilidade de direitos para as vítimas de violência sexual, dentre outros objetivos.

 

 


Últimas Notícias

Agenda