(...) Atuando em apenas três anos na área de violência sexual se tornou, em 1997, representante oficial do ECPAT no Brasil, uma organização tailandesa pelo fim do turismo sexual na Ásia que atua em mais de 50 países. Como tal, organizou três grandes encontros nacionais reunindo quase que a totalidade de organizações não-governamentais e governamentais que atuam na prevenção e combate ao abuso e exploração sexual infanto-juvenil no país, de onde saiu a proposta da formulação do Plano Nacional.
Entre 1999 e 2000 sugeriu, articulou e participou da elaboração do Plano Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual de Criança e Adolescente, como também elaborou proposta de criação do 18 de Maio Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e de Adolescentes. Enviada ao Congresso Nacional, a proposta foi transformada em lei.
Todas essas ações desenvolvidas pelo CEDECA/BA legitimaram-no à Coordenação Técnica do Programa Sentinela na Bahia, junto com o Governo do Estado. Em cumprimento ao Plano Nacional no seu eixo de atendimento, em 2001, foi formulado e implantado no Brasil, pela Secretaria Nacional da Assistência Social/ Ministério da Previdência e Assistência Social, o Programa Sentinela.
Como reconhecimento do rabalho desenvolvido, o CEDECA/Ba foi convidado a coordenar tecnicamente o Programa de Ações Integradas e Referenciais de Enfrentamento da Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes, desnvolvido pelo Governo Federal, em parceria com o POMMAR/USAID-PARTNERS. O programa visa diagnosticar a situação da violência sexual infanto-juvenil em sete municípios brasileiros - Pacaraima (Roraima), Rio Branco (Acre), Manaus (Amazonas), Campina Grande (Paraíba), Corumbá (Mato Grosso), São Paulo (São Paulo) e Feira de Santana (Bahia) -, organizar um sistema de informações em cada localidade, promover mecanismos de exigibilidade de direitos para as vítimas de violência sexual, dentre outros objetivos.
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